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O uso da preposição na coesão textual

Preposição é uma palavra invariável que liga dois elementos da oração, subordinando-os. Isso significa que a preposição é o termo que liga substantivo a substantivo, verbo a substantivo, substantivo a verbo, adjetivo a substantivo, advérbio a substantivo, etc.

preposições

Vejamos agora os exemplos. Veja a frase abaixo:
“Os alunos do colégio assistiram ao filme de Walter Salles comovidos.”
Teremos como elementos da oração os alunos, o colégio, o verbo assistir, o filme, Walter Salles e a qualidade dos alunos comovidos. O restante é preposição. Observe: de liga alunos a colégio, a liga assistir a filme, de liga filme a Walter Salles. Portanto são preposições. O termo que antecede a preposição é denominado regente, e o termo que a sucede, regido.
Portanto em “Os alunos do colégio..." teremos: os alunos = elemento regente o colégio = elemento regido.
TIPOS DE PREPOSIÇÕES
Essenciais
por, apôs, contra, para, de, sem, perante, desde, sob, a, em, sobre, ante, entre, trás, até, com
As essenciais são as que só desempenham a função de preposição.

Acidentais
afora, durante, fora, mediante, exceto, segundo, salvo, menos, malgrado
As acidentais são palavras de outras classes gramaticais que eventualmente são empregadas como preposições. São, também, invariáveis.

Locuções prepositivas

São duas ou mais palavras, exercendo a função de uma preposição:
acerca de                                          junto de                                            antes de
a fim de                                            para com                                          depois de
apesar de                                          à procura de                                      à maneira de
através de                                         à busca de                                        junto de
de acordo com                                  à distância de                                    junto a
em vez de                                         além de                                             a par de...
As locuções prepositivas têm sempre como último componente uma preposição.

Combinação
Junção de algumas preposições com outras palavras, quando não há alteração fonética. Exemplos: ao (a + o) aonde (a + onde)

Junção de algumas preposições com outras palavras, quando a preposição sofre redução. Exemplos: do (de + o) neste (em + este) à (a + a)

Observação: Não se deve contrair a preposição de com o artigo que inicia o sujeito de um verbo, nem com o pronome ele(s), ela(s), quando estes funcionarem como sujeito de um verbo. Por exemplo a frase "Isso não depende do professor querer" está errada, pois professor funciona como sujeito do verbo querer.

Portanto a frase deve ser "Isso não depende de o professor querer" ou "Isso não depende de ele querer".

Circunstâncias: As preposições podem indicar diversas circunstâncias:
Lugar = Estivemos em São Paulo.
Origem = Essas maçãs vieram da Argentina.
Causa = Ele morreu, por cair de um andaime.
Assunto = Conversamos bastante sobre você.
Meio = Passeei de bicicleta ontem.
Posse = Recebeu a herança do avô.
Matéria = Comprei roupas de lã.

Exemplos das preposições mais comuns: a, de, por, ante, desde, sem, sob, após, em, sobre, até, entre, trás, com, para, contra, perante

O que caracteriza uma palavra como pertencente a uma classe não é a sua forma e sim a função que desempenha dentro da oração, por isso os exemplos citados servem como roteiro, mas não devem limitar sua visão do assunto. Analise cada caso, você descobrirá palavras funcionando como preposição que não estão nesta lista.

O uso das locuções prepositivas no Enem

Certas construções da língua portuguesa constituem casos em que determinados termos se combinam de tal forma que não é permitida a variação seja qual for o contexto em que estão inseridas.


Normalmente, trata-se de locuções (conjunto de palavras que formam uma unidade expressiva).
As locuções prepositivas são elementos que não variam em gênero (feminino ou masculino) e número (singular ou plural). São, por isso, expressões fixas na língua portuguesa. A forma fixa dessas locuções, porém, não se resume à variação de gênero e número. No decorrer da história da língua portuguesa, determinadas formas se consagraram. Muitos gramáticos postulam a adequação de uma forma e não outra para a língua escrita. Por isso, o emprego inadequado dessas construções configura-se um problema de linguagem.

Vejamos alguns exemplos frequentes de uso inadequado de locuções prepositivas: Exemplos:
A nível de experiência, tudo é válido. [Inadequado]
Em nível de experiência, tudo é válido. [Adequado]
Eles estavam em vias de cometer uma loucura. [Inadequado]
Eles estavam em via de cometer uma loucura. [Adequado]
A seguir, alguns exemplos de locuções em uso inadequado:



Note que o uso corrente das inadequações promove substituição ou supressão das preposições que compõem a expressão.

A crase e o uso das preposições no Enem

Você sabe como usar a crase? Se a sua resposta for positiva, você é de um grupo seleto que entende não só a regência dos verbos como também os processos que possibilitam o uso da crase nos enunciados nas provas do Enem. No artigo de hoje ainda falando sobre as preposições, quero abordar o uso delas vinculado à crase.

Como usar a crase na prova do Enem?

A crase e as preposições

A crase não deve ser empregada junto a algumas preposições.
Dois casos, no entanto, devem ser observados quanto ao emprego da crase. Trata-se das preposições "a" e "até" empregadas antes de palavra feminina. Essas únicas exceções se devem ao fato de ambas indicarem, além de outras, a noção de movimento. Por isso, com relação à preposição "a" torna-se obrigatório o emprego da crase, já que haverá a fusão entre a preposição "a" e o artigo "a" (ou a simples possibilidade de emprego desse artigo). Já a preposição "até" admitirá a crase somente se a ideia expressa apontar para movimento. Exemplos:

A entrada será permitida mediante à entrega da passagem. [Inadequado]
A entrada será permitida mediante a entrega da passagem. [Adequado]
Desde à assembleia os operários clamavam por greve. [Inadequado]
Desde a assembleia os operários clamavam por greve. [Adequado]

Os médicos eram chamados a sala de cirurgia. [Inadequado]
Os médicos eram chamados à sala de cirurgia. [Adequado]
[termo regente: chamar a / "a" = preposição indicativa de movimento]
[termo regido: (a) sala / "a" = artigo]
[sala: palavra feminina]

Os escravos eram levados vagarosamente até a senzala.
Os escravos eram levados vagarosamente até à senzala.
[termo regente: levar a / "a" = preposição indicativa de movimento]
[termo regido: (a) senzala / "a" = artigo]
[senzala: palavra feminina]

Observe que não foi apontado no último exemplo acima o uso inadequado e adequado das ocorrências de crase. Isso se dá porque atualmente no Brasil o emprego da crase diante da preposição "até" é facultativo.

5 curiosidades sobre o uso das preposições

No artigo anterior falei sobre o uso das preposições. Leia aquele texto clicando aqui e veja como a preposição é importante para estabelecer relações corretas entre as palavras. No artigo de hoje você vai conhecer cinco curiosidades interessantes sobre o uso dessa classe de palavras.



Uso da Preposição

Algumas particularidades no uso das preposições:

1. O sujeito das orações reduzidas de infinitivo não deve vir contraído com uma preposição. Exemplos:
A maneira dele estudar não é correta. [Inadequado]
A maneira de ele estudar não é correta. [Adequado]
A maneira de nós estudarmos não é correta. [Adequado]
2. A preposição "a" não deve ser utilizada após a preposição "perante". Exemplos:
Quando o resultado das provas foi divulgado, ela chorou perante a todos. [Inadequado]
Quando o resultado das provas foi divulgado, ela chorou perante todos. [Adequado]
3. Do mesmo modo, não podemos utilizar a preposição "a" depois da preposição "após". Exemplos:
Todos nos reunimos após à reunião. [Inadequado]
Todos nos reunimos após a reunião. [Adequado]
O retorno dos alunos após ao intervalo é sempre tumultuado. [Inadequado]
O retorno dos alunos após o intervalo é sempre tumultuado. [Adequado]
4. A preposição "desde" não admite em sua sequência a preposição "de". Exemplos:
Estamos esperando aqui desde das 12 h. [Inadequado]
Estamos esperando aqui desde as 12 h. [Adequado]
5. Em vez de utilizar a preposição "após" antes de verbos no particípio, prefira a locução "depois
de". Exemplos:
O aluno partiu após difundida a notícia. [Inadequado]
O aluno partiu depois de difundida a notícia. [Adequado]

O uso da preposição na prova do Enem

Depois de falar sobre o uso da conjunção para estabelecer relações corretas entre os períodos na argumentação do texto dissertativo na prova do Enem, retomo o assunto falando agora sobre aspreposições. Erroneamente deixadas de lado, as preposições recebem a fama de serem palavras vazias de sentido. A fama não procede e neste artigo mostrarei como elas são importantes para estabelecer relações corretas de sentido.

Preposição

Preposição é a palavra que estabelece uma relação entre dois ou mais termos da oração. Essa relação é do tipo subordinativa, ou seja, entre os elementos ligados pela preposição não há sentido dissociado, separado, individualizado; ao contrário, o sentido da expressão é dependente da união de todos os elementos que a preposição vincula. Exemplos:

Os amigos de João estranharam o seu modo de vestir.
[amigos de João / modo de vestir: elementos ligados por preposição] [de: preposição]

Ela esperou com entusiasmo aquele breve passeio.
[esperou com entusiasmo: elementos ligados por preposição] [com: preposição]

Esse tipo de relação é considerada uma conexão, em que os conectivos cumprem a função de ligar elementos. A preposição é um desses conectivos e se presta a ligar palavras entre si num processo de subordinação denominado regência.

Diz-se regência devido ao fato de que, na relação estabelecida pelas preposições, o primeiro elemento -chamado antecedente - é o termo que rege, que impõe um regime; o segundo elemento, por sua vez -chamado consequente - é o temo regido, aquele que cumpre o regime estabelecido pelo antecedente. Exemplos:

A hora das refeições é sagrada.
[hora das refeições: elementos ligados por preposição]
[de - as = das: preposição]
[hora: termo antecedente = rege a construção "das refeições"] refeições: termo consequente = é regido pela construção "hora da"]

Alguém passou por aqui.
[passou por aqui: elementos ligados por preposição]
[por: preposição]
[passou: termo antecedente = rege a construção "por aqui"]
[aqui: termo consequente = é regido pela construção "passou por"]

As preposições são palavras invariáveis, pois não sofrem flexão de gênero, número ou variação em grau como os nomes, nem de pessoa, número, tempo, modo, aspecto e voz como os verbos. No entanto em diversas situações as preposições se combinam a outras palavras da língua (fenômeno da contração) e, assim, estabelecem uma relação de concordância em gênero e número com essas palavras às quais se liga. Mesmo assim, não se trata de uma variação própria da preposição, mas sim da palavra com a qual ela se funde (ex.: de + o = do; por + a = pela; em + um = num, etc).

Veja em nossos próximos artigos 5 curiosidades no uso das preposições no Enem e também como e por que se faz a omissão da preposição.

O uso das conjunções subordinativas no Enem

No artigo anterior falei sobre o uso das conjunções para estabelecer relações significativas entre orações que mantém certa independência entre si. No artigo de hoje continuaremos falando sobre técnicas que melhoram a nota na redação do Enem. Desta vez abordaremos o uso das conjunções subordinativas. Se você ainda não leu o texto introdutório para esta série sobre coesão textual, clique aqui.

Como usar as conjunções subordinativas na prova do Enem?

CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS

As conjunções subordinativas possuem a função de estabelecer uma relação entre duas orações, relação esta que se caracteriza pela dependência do sentido de uma oração com relação a outra. Uma das orações completa ou determina o sentido da outra. As conjunções subordinativas são classificadas em: causais, concessivas, condicionais, comparativas, conformativas, consecutivas, proporcionais, finais e integrantes.
Conjunções Subordinativas Causais
Conjunções subordinativas causais são as conjunções que subordinam uma oração a outra, iniciando uma oração que exprime causa de outra oração, a qual se subordina. As conjunções subordinativas causais%ão: porque, pois, que, uma vez que, já que, como, desde que, visto que, por isso que, etc. Exemplo:
Os balões sobem porque são mais leves que o ar.
Conjunções Subordinativas Comparativas
Conjunções subordinativas comparativas são as conjunções que, iniciando uma oração, subordinam-na a outra por meio da comparação ou confronto de ideias de uma oração com relação a outra. As conjunções subordinativas comparativas são: que, do que (quando iniciadas ou antecedidas por noções comparativas como menos, mais, maior, menor, melhor, pior), qual (quando iniciada ou antecedida por tal), como (também apresentada nas formas assim como, bem como). Exemplos:
Aquilo é pior que isso
Tudo passou como as nuvens do céu
Existem deveres mais urgentes que outros.
Conjunções Subordinativas Concessivas
Conjunções subordinativas concessivas são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada, se referem a uma ocorrência oposta à ocorrência da oração principal, não implicando essa oposição em impedimento de uma das ocorrências (expressão das oposições coexistentes). As conjunções subordinativas concessivas são: embora, mesmo que, ainda que, posto que, por mais que, apesar de, mesmo quando, etc. Exemplos:
A multidão, embora o tenha feito contra sua vontade
A harmonia do ambiente daquela sala, de súbito, rompeu-se, ainda que havia silêncio.
Conjunções Subordinativas Condicionais
Conjunções subordinativas condicionais são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, exprimem uma condição sem a qual o fato da oração principal se realiza (ou exprimem hipótese com a qual o fato principal não se realiza). As conjunções subordinativas condicionais são: se, caso, contanto que, a não ser que, desde que, salvo se, etc. Exemplos:
Se você não vier, a reunião não se realizará
Caso ocorra um imprevisto, a viagem será cancelada
Chegaremos a tempo, contanto que nos apressemos
A Conjunções Subordinativas Conformativas
Conjunções subordinativas conformativas são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, expressam sua conformidade em relação ao fato da oração principal. As conjunções subordinativas conformativas são: conforme, segundo, consoante, como (utilizada no mesmo sentido da conjunção conforme). Exemplos:
O debate se desenrolou conforme foi planejado Segundo o que disseram, não haverá aulas.
Conjunções Subordinativas Finais
Conjunções subordinativas finais são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, expressam a finalidade dos atos contidos na oração principal. As conjunções subordinativas finais são: a fim de que, para que, porque (com mesmo sentido da conjunção para que), que. Exemplos:
Tudo foi planejado para que não houvesse falhas
Cheguei cedo a fim de adiantar o serviço
Fez sinal que todos se aproximassem em silêncio.
Conjunções Subordinativas Integrantes
Conjunções subordinativas integrantes são as conjunções que, iniciando orações subordinadas, introduzem essas orações como termos da oração principal (sujeitos, objetos diretos ou indiretos, complementos nominais, predicativos ou apostos). As conjunções integrantes são que e se (empregado esta última em caso de dúvida). Exemplos:
João disse que não havia o que temer (a oração subordinada funciona, neste caso, como objeto direto da oração principal);
A criança perguntou ao pai se Deus existia de verdade (a oração subordinada funciona, neste caso, como objeto direto da oração principal).
Conjunções Subordinativas Proporcionais
Conjunções subordinativas proporcionais são as conjunções que expressam a simultaneidade e a proporcionalidade da evolução dos fatos contidos na oração subordinada com relação aos fatos da oração principal. As conjunções subordinativas proporcionais são: à proporção que, à medida que, quanto mais... (tanto mais, quanto mais... (tanto) menos, quanto menos... (tanto) menos, quanto menos... (tanto) mais
etc.Exemplos:
Seu espírito se elevava à medida que compunha o poema Quanto mais correres, mais cansado ficarás
Quanto menos as pessoas nos incomodam, tanto mais realizamos nossas tarefas.
Conjunções Subordinativas Temporais
Conjunções subordinativas temporais são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada, tornam essa oração um índice da circunstância do tempo em que o fato da oração principal ocorre. As conjunções subordinativas temporais são: quando, enquanto, logo que, agora que, tão logo, apenas (com mesmo sentido da conjunção tão logo), toda vez que, mal (equivalente a tão logo), sempre que, etc. Exemplos:
Quando chegar de viagem, me avise Enquanto todos estavam fora, nada fez de útil

Uso das conjunções coordenativas no Enem

No artigo anterior falei acerca da coesão textual na redação do Enem usando as conjunções. Inicialmente abordei o fato de que elas estabalecem não só a ligação entre dois períodos, mas que elas também atribuem a essa relação um significado. Por fim, disse que as conjunções podem ligar período independentes de significado ou períodos que funcionam atrelados, dependentes um do outro. Neste artigo veremos as conjunções coordenativas.

Como usar as conjunções coordenativas na redação do Enem?

CONJUNÇÕES COORDENATIVAS

Conjunções coordenativas são os vocábulos gramaticais que estabelecem relações entre dois termos ou duas orações independentes entre si, que possuem as mesmas funções gramaticais. As conjunções coordenativas podem ser dos seguintes tipos: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas, explicativas.
Conjunções Coordenativas Aditivas
Às conjunções coordenativas aditivas possuem a função de adicionar um termo a outro de mesma função gramatical, ou ainda adicionar uma oração à outra de mesma função gramatical. As conjunções coordenativas gramaticais são: e, nem. Exemplos:
Todos aqui estão contentes e despreocupados
João apeou e deu bons-dias a todos
O acontecimento não foi bom nem ruim.
Conjunções Coordenativas Adversativas
As conjunções coordenativas adversativas possuem a função de estabelecer uma relação de contraste entre os sentidos de dois termos ou duas orações de mesma função gramatical. As conjunções coordenativas adversativas são: mas, contudo, no entanto, entretanto, porém, todavia. Exemplos:
Não negou nada, mas também não afirmou coisa nenhuma A moça deu a ele o dinheiro: porém, o fez receosa.
Conjunções Coordenativas Alternativas
Conjunções coordenativas alternativas são as conjunções coordenativas que unem orações independentes, indicando sucessão de fatos que se negam entre si ou ainda indicando que, com a ocorrência de um dos fatos de uma oração, a exclusão do fato da outra oração. As conjunções coordenativas alternativas são: ou (repetido ou não), ora, nem, quer, seja, etc. Exemplos:
Tudo para ele era vencer ou perder
Ou namoro a garota ou me vou para longe
Ora filosofava, ora contava piadas
Conjunções Coordenativas Conclusivas
As conjunções coordenativas conclusivas são utilizadas para unir, a uma oração anterior, outra oração que exprime conclusão o consequência. As conjunções coordenativas são: assim, logo, portanto, por isso etc... Exemplos:
Estudou muito, portanto irá bem no exame
O rapaz é bastante inteligente e, logo, será um privilegiado na entrevista.
Conjunções Coordenativas Explicativas
Conjunções coordenativas explicativas são aquelas que unem duas orações, das quais a segunda explica o conteúdo da primeira. As conjunções coordenativas explicativas são: porque, que, pois, porquanto.Exemplos:
Não entrou no teatro porque esqueceu os bilhetes; Entre, que está muito frio.

Uso da conjunção na redação do Enem

Quando se fala em sala de aula sobre coesão textual na redação do Enem, todo professor aborda questões como o uso dos advérbios, concordância, anáfora catáfora e também o uso das conjunções para estabelecer as corretas relações de sentido. Um dos critérios de avaliação da redação do enem e que possibilita ao aluno tirar nota máxima é a correta ligação das partes do texto. Por isso este artigo é tão importante.

Como ligar corretamente as partes do texto na redação do Enem?

Conjunção

A palavra “conjunção" provém de "conjunto". Vejamos a definição do último termo no dicionário Aurélio:
Conjunto: adj. 1. Junto simultaneamente, sm. 2 Reunião das partes dum todo.
Já o sufixo -ção tem significado de "resultado de uma ação". Logo, se associarmos as duas definições lemos que: conjunção é a ação de juntar simultaneamente as partes de um todo.
Com essa primeira definição, vejamos essa frase composta por três verbos, ou seja, por três orações:
Os dias passam, as prestações chegam, a vida continua.
Vamos acrescentar na frase acima as palavras e e mas:
Os dias passam e as prestações chegam, mas a vida contínua.
Notamos o seguinte: retiramos a vírgula e substituímos por palavras, e ao fazê-lo ligamos uma oração à outra, criamos um vínculo, uma união. A palavra e está ligando as orações 1 e 2 e a palavra mas está ligando as orações 2 e 3. Portanto, as palavras e e mas que unem as frases são exemplos de conjunção.
Agora, vejamos esse outro exemplo:
Amor e carinho são sentimentos que estão em falta no nosso dia-a-dia.
Observamos que as palavras amor, carinho têm a mesma função na frase, a de juntas exercerem papel de sujeito da oração. O e está ligando essas duas palavras equivalentes, ou seja, de mesma função na oração. A ação de unir simultaneamente as partes (amor, carinho) de um todo (sujeito) foi feita a partir da palavra e a qual é, portanto, uma conjunção.
Podemos agora definir conjunção de uma segunda maneira, a usada pela maioria dos gramáticos, por ser definição do dicionário:
Conjunção é a palavra invariável que relaciona duas orações ou dois termos que exercem a mesma função sintática.

Conjunção coordenada e subordinada

As conjunções podem ser classificadas em coordenativas e subordinativas, o que dependerá da relação que estabelecem entre as orações. Vejamos essas duas frases:
Maria caiu e torceu o tornozelo. Gostaria que você fosse sincera.
No primeiro caso temos duas orações independentes, já que separadamente elas têm sentido completo: Maria caiu e Maria torceu o tornozelo. O período é composto por coordenação, pois as ações são sintaticamente completas em significado.
No segundo caso, uma oração depende sintaticamente da outra. O verbo "gostaria" fica sem sentido se não há complemento, o que causa o questionamento seguinte: "gostaria de quê?". Assim, a oração "que você fosse sincera" é complemento e, portanto, subordinada à primeira oração "Gostaria". A palavra que, então, é a conjunção subordinativa que une as duas orações.
As conjunções podem ser de dois tipos principais:
Acesse os links acima para ver mais sobre o assunto.